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Vendas no varejo variam pouco em maio, mas alta é registrada pelo 5º mês seguido

Segundo pesquisa mensal do IBGE, a alta de vendas em maio foi de 0,1% em relação ao mês de abril. A variação foi menor que a projetada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que acredita que a PEC que reajusta o Programa Auxílio Brasil, já promulgada pelo Congresso Nacional, pode dar um fôlego maior para o comércio.

São Paulo, SP 18/7/2022 – No segmento varejista, isso (inflação alta) será muito impactante, principalmente no setor de consumo das camadas de baixa renda.

Segundo pesquisa mensal do IBGE, a alta de vendas em maio foi de 0,1% em relação ao mês de abril. A variação foi menor que a projetada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que acredita que a PEC que reajusta o Programa Auxílio Brasil, já promulgada pelo Congresso Nacional, pode dar um fôlego maior para o comércio.

Pelo quinto mês seguido, as vendas no comércio varejista registraram aumento e já acumulam alta de 1,8% em 2022. No mês de maio, o aumento foi de 0,1% em relação ao mês de abril segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no último dia 13 de julho.

O aumento foi abaixo da expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que projetava uma alta nas vendas do comércio de 0,4%. Apesar disso, segundo a entidade, as expectativas do setor para o curto prazo são animadoras após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022 e que, entre outras medidas, garantiu aumento do valor do Programa Auxílio Brasil pago e ampliou o número de beneficiários.

A expectativa de que o aumento do poder de compra possa melhorar as vendas do comércio, ainda que por um curto prazo, pode ser um alívio para o país após os efeitos negativos da pandemia da Covid-19 e, mais recentemente, da guerra entre Rússia e Ucrânia. O conflito impactou negativamente boa parte da economia mundial, estendendo seus efeitos ao Brasil.

O administrador de empresas e empreendedor, Carlos Roberto Fontes, é enfático ao corroborar que tanto a pandemia quanto o conflito no Leste Europeu afetaram as cadeias produtivas mundiais, provocando um desarranjo estrutural que afetou largamente o setor comercial de empresas dos mais variados setores.

“Houve descontinuidade de produtos contratados, gerando lacunas nos portfólios das companhias. A falta de pessoal, materiais e insumos criou diversas dificuldades em todos os setores. Além disso, a inflação mundial, outra vertente da crise, leva as empresas à necessidade de reposicionar suas estratégias mercadológicas, pois a tendência é que os consumidores migrem para novos produtos para adequar seus consumos aos seus orçamentos”, analisa.

Para contornar a crise, na medida do possível, Fontes acredita que dependendo do segmento e público atendido, as empresas precisam ser estratégicas. “No segmento varejista, isso (inflação alta) será muito impactante, principalmente no setor de consumo das camadas de baixa renda, onde empresas focadas nesse público devem buscar novas estratégias de alcance deste mercado específico e repensar inserções de novos produtos ou atuar em novos mercados”, comenta.

Para as empresas que tem como público-alvo consumidores de alta renda, a estratégia, segundo Carlos Roberto Fontes, deve ser o reforço dos estoques de bens de luxo, pois a demanda tende a aumentar, uma vez que essa parcela de consumidores deve ser pouco atingida pela inflação.

“Como são consumidores mais exigentes, as organizações precisam qualificar seus colaboradores para fidelizar clientes, oferecendo soluções e atendimentos cada vez mais exclusivos e com qualidade superior, para que desta forma consigam manter interesse e relevância perante os consumidores de alta renda”, opina ele, que tem mais de 35 anos de experiência em Gestão de Negócios nos segmentos de Comércio, Importação e Exportação.

CNI eleva projeção de PIB para 2022

No Informe Conjuntural do 2º trimestre, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto de 2022 para 1,4%. No mês de abril, a entidade havia previsto uma expansão menor, de apenas 0,9%. A justificativa para o aumento, segundo a CNI, foi o bom desempenho da atividade econômica brasileira no primeiro semestre, com melhorias no mercado de trabalho e aumento da demanda do setor de serviços.

A nova projeção se aproxima do 1,2% de aumento do PIB feita em dezembro de 2021, ainda antes da deflagração da guerra entre Rússia e Ucrânia e do agravamento da pandemia da Covid-19 na China. Os dois eventos pressionaram preços e adiaram as expectativas de normalização das cadeias de produção.

De acordo com a CNI, o bom desempenho da economia nos primeiros seis meses do ano também pode ser justificado pela antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS, liberação dos saques do FGTS, retomada do pagamento do abono salarial e aumento das transferências diretas de renda.

Esses fatores fizeram a entidade a aumentar também a projeção do PIB industrial de 2022, que antes seria de 0,2% negativos e agora é estimado em 0,2% positivos.

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